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Bairros das Rocas, Natal/RN: conheça a história desse local de cultura e diversidade

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Você conhece algum bairro histórico de Natal? Vamos contar hoje sobre o bairro das Rocas, conhecido pela sua vista maravilhosa do rio Potengi, o Canto do Mangue, o seu samba e outras peculiaridades que nenhum outro bairro da cidade apresenta. Sem contar que ela fica próxima da Ribeira, um dos primeiros bairros da capital do Rio Grande do Norte. 

Hoje, portanto, vamos contar a história do bairro, cujos moradores são conhecidos como canguleiros. 

Por ficarem em um bairro pobre, os moradores de outros bairros nobres chamavam os moradores de canguleiro, em referência ao peixinho que não tinha valor comercial. No entanto, os moradores usam o que seria xingamento ao seu favor e fazem questão de ter orgulho de ser quem eles são. 

História e origem do Bairro das Rocas, Natal RN

Rocas é um tradicional bairro da zona Leste de Natal RN, conhecido pelos seus galpões, pescados, sede de importantes escolas de samba, pela tradicional Igreja da Sagrada Família e entre outras peculiaridades. 

História e origem do Bairro das Rocas, Natal RN
Origem do bairro das rocas. Fonte/Reprodução: original.

Além disso, ela fica importante em dois bairros históricos: Ribeira e Santos Reis. O espaço fica às margens do Rio Potengi. Mas, o seu nome, segundo o folclorista Luís da Câmara Cascudo, tem uma relação com o Atol das Rocas, pequena ilha que fica há 260 quilômetros. Muitas pessoas já se arriscaram em pescar na região, mas devido à pouca profundidade de suas águas, era comum ter muitos acidentes com as suas navegações.

Já o historiador Medeiros Filhos, os primeiros moradores surgiram ainda no século XVIII, quando o Brasil ainda não era independente. Medeiros Filhos encontrou um registro do governo que mostra a concessão de terras aos pescadores Antônio e Alberto de Melo.  

A construção do Porto das Rocas

Como falamos anteriormente, o bairro surgiu como uma homenagem ao atol de mesmo nome, onde pescadores saíam do porto e iriam até a pequena ilha para pescar. Mas, com o crescimento do porto de Natal, que corta Ribeira e Rocas, os empregados portuários começaram a habitar os arredores e o bairro tomando as primeiras formas. 

Além disso, na década de 40, surgiu o Canto do Mangue, onde os barcos de pescadores se reuniam e depois vendiam os seus próprios pescados nas suas próprias vendinhas. Muitos natalenses compravam os seus produtos por conta da qualidade e também pelo preço mais em conta. 

A Estação de trem

Como uma forma de urbanizar o bairro e também tirar o aspecto de periferia, a Prefeitura resolveu instalar uma estação de trem na região. O nome era Estação de Ferro Central Brasil, que ficava na Esplanada Silva Jardim, foi inaugurada em 1911, o seu objetivo era ligar as cidades para Ceará-Mirim, Nova Cruz e Angicos, atravessando a antiga Ponte de Igapó. 

Por causa disso, também surgiu a Rotunda, espaço que servia como oficina para os equipamentos do trem.

A diversidade do Bairro das Rocas

O bairro das Rocas também tem as suas diversidades, uma vez que o local une religiões cristãs como também as de matrizes africanas. Além da Igreja da Sagrada Família que fica bem na parte central, a região também recebe Centro Espírita de Umbanda Redentor Aritã e Cabana Umbandista Pai Joaquim de Angola. 

Foi no meio desta miscigenação que surgiu a primeira escola de bairro, os Malandros do Samba. Posteriormente, a escola teve os seus desentendimentos e, posteriormente, a saída de diretores, que formaram a Balanço do Morro. 

Por causa destas origens, Rocas formou os mais diversos sambistas da cidade e tem um dos carnavais mais tradicionais da cidade. Falando em dança, Rocas é o espaço para a dança Araruna.

Presidente Café Filho, ilustre morador das Rocas

Antes de se tornar um político muito ilustre, o bairro das Rocas era a residência do ex-presidente da República, João Café Filho.  

Presidente Café Filho, ilustre morador das Rocas
18° Presidente do Brasil. Fonte/Reprodução: original.

Apesar de ter sido presidente, Café Filho nunca esqueceu as suas origens. No bairro, ele construiu a Vila Ferroviária, instalou a praça Mestre Francisco Valentim, urbanizou o Canto do Mangue, drenou o bairro para evitar que o rio Potengi transbordasse, prolongou a avenida Duque de Caxias e, por fim, a construção do antigo Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores (IPASE), que futuramente formariam o INSS. 

“De pé no chão também se aprende a ler”

Os bairros periféricos de Natal sofriam com uma alta taxa de analfabetismo. Por isso, na década de 60, o prefeito Djalma Maranhão criou o programa ‘De pé no chão também se aprende a ler’. Baseado no método educacional de Paulo Freire, ele criou galpões improvisados para que crianças e adultos pudessem se unir e aprender a ler e escrever rapidamente. 

Este método de alfabetização é considerado pelos pedagogos como revolucionário e estuda-se até hoje. 

Crescimento, cultura e turismo no Bairro das Rocas

Nos anos 70, o crescimento do turismo nas praias urbanas fez com que Rocas fosse jogada ao esquecimento. No entanto, o resgate do samba natalense fez com que muitas pessoas se interessassem ao som do que os canguleiros, nome dados aos moradores, faziam. Além disso, uma boa pedida é escutar samba e comer aquele peixe no Bar do Pernambuco e ainda ver aquele lindo pôr do sol no Rio Potengi.

Sem contar que tem boas expectativas para o turismo das Rocas, dado que nos próximos anos abrirá o Museu da Rampa, que contará a história do prédio histórico tanto na aviação quanto na Segunda Guerra Mundial. 

Agora que você conhece melhor a história do bairro das Rocas, em Natal RN, compartilhe este texto para mais pessoas, principalmente aqueles que gostam bastante de samba e com curiosidade de saber um pouco mais da cidade.

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